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NEUTROPENIA PÓS-QUIMIOTERAPIA
by dr. Celso Massumoto
A neutropenia é caracterizada quando o paciente apresenta <1.500 segmentados/mm3. Geralmente, a neutropenia, em oncologia, está associada ao uso de agentes quimioterápicos e/ou ao uso de radioterapia. O grau depende do agente quimioterápico utilizado assim como de sua dose.
O transplante de medula óssea (TMO) é uma estratégia terapêutica empregada no tratamento de alguns tumores sólidos e de neoplasias hematológicas. Os regimes de condicionamento utilizados costuma causar neutropenia severa e prolongada, situação que predispõe os pacientes a alto risco de infecções bacterianas e fúngicas. A mucosite oral é freqüente e ocorre em graus variáveis na dependência de vários fatores.
NEUTROPENIA FEBRIL – TRATAMENTO
Considera-se neutropênico febril o paciente que apresenta <1.500 segmentados/mm3 e temperatura igual ou superior a 37,8°C. Deve ser realizado um exame físico cauteloso com atenção especial para orofaringe, região perianal, avaliação do cateter central e ausculta cardiopulmonar.
Após estabelecimento da febre, a terapêutica inicial mais comum é a monoterapia à base de cefalosporina de quarta geração ou carbapenem.
Se o paciente permanece neutropênico febril entre o quinto e o sétimo dia após introdução de cefalosporinas de quarta geração e glicopeptídeos, a anfotericina deve ser introduzida. A anfotericina convencional tem sido empregada por ser de baixo custo, entretanto, a formulação lipídica (lipossomal) não provoca efeitos colaterais.
FATORES DE CRESCIMENTO DE GRANULÓCITO – INDICAÇÕES
Os fatores de crescimento mielóide são glicoproteínas que estimulam a proliferação e a diferenciação de uma ou mais linhagens de células mielóides, dentre elas, encontramos o fator estimulador de crescimento de granulócitos (G-CSF). Seu principal mecanismo de ação é estimular a proliferação, a diferenciação e a função da linhagem granulocítica, agindo primariamente na unidade formadora de colônia de granulócitos, e também é capaz de estimular a atividade fagocítica e citotóxica dos neutrófilos.
Atualmente existem duas formas recombinantes de G-CSF (rh-G-CSF): uma glicosilada, denominada lenograstina, e outra não-glicosilada, chamada filgrastima. Estudo randomizado não apresentou qualquer diferença de atividade clínica entre essas duas formas recombinantes.
FATORES DE CRESCIMENTO – PROFILAXIA DE NEUTROPENIA FEBRIL
Uma importante indicação de fatores de crescimento tem sido à prevenção de neutropenia febril quando se usam altas doses de quimioterapia (QT), ou em pacientes idosos acima de 70 anos com uso de esquemas citotóxicos.
Assim, é inquestionável o papel dos FC na prevenção dos episódios de neutropenias febris, quando do uso de esquemas quimioterápicos em altas doses.
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